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Bonne, poison jaune

Cornucópia da Pkna Imperatriz
Il accède et fasse avantage, ou não, mas dae também já não compete a mim ok?


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Pra quem quer encontar crítica e dicas sobre filmes
Ok, esta lista é para ser conjunta, eu tenho alguns livrinhos que já li, mas se você tem, aquele marcante, mande por e-mail pra mim, vamos descrever os livros com a impressão dos leitores
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passarinho

Surgiu como um dia acontecendo, infiltrou-se em gestos e cores, de palavras imaginadas passou ao verbo concreto e fez da escrita seu maior aliado, para quem, para quem não está afim de acreditar foi demais, e porquê sente-se o que sente-se? Não li poemas, não foi uma conversa ultra inteligente, sem jogos, sem conceitos, e se eu ficasse contigo, e se eu recebesse uma parcela do que pensas em me dar, e esquecesse um pouco minhas pretenções, minhas verdades absolutas, meu anjo da guarda, a escrita perfeccionista, as pessoas que mentem, os corações que não amam, as crianças que não comem, aqueles que não dormem, as dores que sufoquei e que esperava um dia dar vazão, e se eu zerasse estas coisas e decidisse que agora serei para até um dia outra, e se não estivesse tão presa no que acredito, como você seria para mim?

E se eu fosse como você acha que eu seria, seríamos, então você e eu felizes? Se acreditasse em amor, como um dia, há muito tempo atrás, entre portas, desenhos e escolhas, e fosse bobamente fácil sorrir uma vez mais, o que poderia mudar que ainda não tenha sido mexido pela própria vida enquanto escrevo e respiro em meu corpo de vontades em sonhos que aspiro?

E se tivesse sonhos para compartilhar em madrugadas tão conhecidas e tornasse sua voz íntima da minha, e se íntimos fôssemos como poderia um olhar meu não dizer-te aquilo que eu não diria para não te magoar, e como seria ver uma lágrima sua causada por mim?

E se um dia perdendo meus medos ficasse exposta a ser frágil perto de quem tanto me conhece, e isso trouxesse dor, mais dor, até nova mas a mesma em sua total essência, e seus dedos em carinho me pedissem para não chorar por coisas que, nem eu sei porque chorarei? E se juntasse tua palma a minha e surgisse um passarinho, sem ninho, despretencioso no mundo como na vontade, e alçasse vôo e nunca mais voltasse?

E me pego na sinceridade de suas palavras de agora e imagino se conseguirei zerar mais uma de mim, porque não quero carregar meus medos todos onde quer que vá, se guardarei tudo o que é belo em você somente porque teu bem me faz mais feliz, e se terei a coragem de ser tão eu quanto verdadeira embora frágil a seus olhos, e lendo sua escrita me pergunto ...

É a sinceridade da sua voz ainda que lhe garante espaço, é o carinho descompromissado que cultivaremos que permitirá à você me tratar nem sempre de maneira carinhosa, é a sua alegria que fará garantido o lugar do seu mau humor na minha agenda.

E se num dia qualquer, faltar transparência, e se suas falas ficarem superficiais,simplesmente porque você não consegue se mostrar mais, e eu levar adiante simplesmente porque decidi não me importar mais com o que quer que você faça ou diga, sua voz se tornará monótona, dizendo oi ou adeus pareceremos sempre no mesmo lugar, e se as coisas que não dissermos um ao outro emergirem como montanhas entre as madrugadas que então só em parte compartilharemos, e tua mão for fria contra meu rosto, e você precisará dormir, cada vez mais cansado, para que teu olhar não te traia, então ficarei imaginando que se você fosse como eu, saberia como é olhar sombras o tempo todo e nunca ver o objeto, não estenderia mão alguma ao invés de frio, não dormiria com problemas e sentimentos que não pode dividir, não diria nada que não fosse sincero, e tão pouco temeria que o fim tranfigurasse o olhar que um dia já foi, abandonaria uma vez mais seus medos e zeraria qualquer outro alguém que tivesse decidido ser, para decidir ser meu, e quando seu olhar lhe traísse, procuraria passar um tempo só, só para não me ver chorar, e traria seus sonhos como passarinhos destemidos no horizonte.

Se suas palavras foram assim tão sinceras, e as mil perguntas que fervilharam em minha mente em um milésimo de segundo, são infundadas, então há espaço para o que quer que seja que precise existir. Porque teu nascimento em mim vai de encontro ao encanto que sentiste por mim, e quando te fiz tão sutilmente belo em quem és, não foi meramente um capricho, mas antes um passarinho que deixei escapar entre os dedos do coração.

CataventO

E então tem essa menina, e ela é mais nova que eu, e tão intensa como eu fui um dia, e várias vezes eu já quis dizer várias coisas para ela. Como quando a conheci e ela era aquela pessoa parada ali, e estava frio, e desejei profundamente não ser apenas mais uma pessoa na vida dela, eu quis dizer - Olha menina, você tem que me escutar, além de ser linda, você é foda, é fera, firme, humor dilacerante, desculpa eu sou maluca, eu nunca fui você um dia, nem quero, e também não quero ter você, e pouco me importa se o mundo não te der razão, se você for engolida nessa pátria de muitos, nação de alguns, estado calamitoso de todos. Mas menina, eu sei lá, entende? Já surtei meu olhar com o mundo, já busquei me "redimir" comigo mesma. E você está parada aí, inclinando a cabeça e sempre se negando como se não soubesse de nada, atrás dessa franja totalmente despropositada que guarnece esse seu rosto de falsa gata enfossada. Presta atenção, eu nem tenho porque te gostar, e te gosto menina, como gosto, do teu drama, e se encolhe na cama, se atira no chão, se diz descontrolada, mas espera menina, não há nada, você transpira vida, é só isso, tudo parece muito apertado aí dentro, mas é só esse lance menina, de gostar, a gente se detona como bomba quando ama, dá tudo de si em qualquer tempo que é um miléssimo de segundo agudo do coração. E então parece que tudo vai explodir e você se sente em cacos, mas nada explode menina, a droga é que nada explode e você tem que se olhar no espelho todos os dias, e se ver, e se aturar até as coisas mudarem...

Era pra essa menina, que eu queria dizer uma porção de coisas, que me disse hoje em algumas linhas eventuais, de tarde de outono, que eu tava decapitada no meu absurdo cotidiano, me fatiando num pensar que eu nunca imaginei, quando se disse, quando se falou. Me refletiu, eu surtei menina, no meu drama a joão pessoa foi tragada a passadas desnorteadas pela josé bonifácio, onde, como você bem disse 'observar a bondade e a maldade das pessoas', e mesmo sentada aqui o que me traga inteira, é lembrar do teu rosto, sorriso, peito exposto me dizendo que sabe que todos somos maus, e me assusta a tua calma inquietante, como se essa verdade eminente fosse devorar minha vida, varrer em poeira meu coração catavento. E eu queria te dizer menina, já que muitas vezes não disse, que eu acho mesmo que não sabia que era isso o que eu via quando vi você pela primeira vez, em sua voz charmosa, tua intempestividade atordoante, tua solidez que se debate, é só hoje menina, isso desse lance de gostar, nos descasca, ficamos com as mãos nos bolsos, no frio, observando porque achamos que estamos vazios quando o amor apenas nos confunde. Essa fundição menina, ela vai triturar, misturar, tudo que já foi com o que é pra'quilo que vai ser.

E eu quero muito, dizer ainda, sem que dê tempo de perder a coragem, que agradeço às eventuais graças geográficas e gastronômicas, o dia em que te vi pela primeira vez, rosto inclinado, meio sorriso, profundidade, e até mesmo o tolo pensar que imaginei já ter sido como você um dia, ainda bem que não menina, porque você continua me fascinando e com você vou aprendendo mais pedaços de vida.

admissione

Não me importa o tempo que esteja fazendo lá fora
me importa sim o tempo que bate em peito aqui e agora
que tenha ventos, garoas, brisas, sol escaldante, tanto me faz
mesmo que tanto me complete
aqui dentro bate agora
bate
bate
agora
a insistente companhia de palavras ditas
palavras contrutoras desta devastação na amazônia do meu coração
me viro em parcos galhos, fumaça e destroços
e agora?
o quê é que eu faço com esse troço?


Se me recomponho
me fragmento
se me disponho
cedo
e é cedo
cedo demais para isto
para que se devaste tanto de tão pouco construído
se estou aqui não estou em outro lugar
por favor
não faça cisões...
não abra, não corte, não enfie os dedos no meu coração
ele pode ser forte
mas é de mais pura matéria orgânica
minhas artérias sentem, se emocionam, elas também choram no escuro quando não há ninguém para ver
não faça deste coração um dilema, não me coloque em divisões
não me faça agir como se você não existisse
a menos que seja este teu desejo recolhido
e se assim for, só assim sendo, então tente pelo menos ser homem
tanto quanto sou mulher
honre suas forças e eleve seus desejos, não os deixe como pistas, poeira embaixo do tapete da sala...
não.
desejos nascem para serem saciados, mate sua sede, seja lá do que seja
se você se equivocou no dito, se não soube dividir em você mesmo o que dizia
então veja só: quanto estrago, por uma simples confusão.

meio tarde para o cedo
meio cedo para o feito
há meios e meios, há meandros, nuances
agora sou o tempo que bate
bate
agora
é essa mágoa, onde a levarei?
para dentro das xícaras,
embaixo das cobertas, onde desvelarei meu sono em vão
pelas quinas da casa me verei refletida, um ponto de um ângulo, nada mais
nos desenhos encontrarei memória que me lembrarão o tempo antes deste
e talvez por isso mesmo me façam mais triste
na tela a minha frente: ojeriza
mas não vou deixar que você leve o que é meu
minhas predilecções
não.
eu ainda me tenho, idéias, rabiscos, traços, eu ainda tenho meu universo, meu coração?
ele bate, tem força, se ergue sempre, é constante na luta, é construtor
bate
bate
agora
assim, garoto de mochila, assim, não são tantos os danos perto de todo o mais construído pela contadora de histórias
fique tranqüilo, embora atingido agora, você continua a salvo
tenho um kit de emergência para corações atingidos de surpresa
e ainda muitos risos para compartilhar
sim, agora sim
bate
bate
agora
enfim feliz
quem se diz

calabouço

Teimosia insensata
coisas chatas, desarmonias amarrotadas
riscos de ansiedade enfileirados, choques, dados
nada certo
nada errado
onde estamos, quando vamos
não há nada de errado em ser assim, tão sem ser
como se tudo seguisse uma linha própria sem rotas
quando a chuva abençoa e descarta
passos lentos, vento pensante, passante
arrendodamento dos quadrados da sua sala, de espera
aguarde
não tema, não mova, não grite
arranhe se possível apenas aos próprios arranhões
não descarte possibilidades, jogue muito e bem com a sua vontade
mate desejos, ressucite descuidos
E é por isso que eu vou festejar
ah você é tão bonzinho, mas é tão ingenuamente egoísta
e seu umbigo me irrita e sua solicitude me compadece
não interessa o que digam da vida
veremos
os donos
e seus supostos criados
não meu amor
benzinho não é bem assim
lute contra suas próprias contradições
reveja seus alvos e atenções, tensões
jogue seu corpo para o centro, não o do equilíbrio, mas o dos acontecimentos aí dentro
ou gire, como quiser, gire gire, sem nada alcançar ou um pouco vislumbrar
você já doou seu corpo? a si mesmo? as próprias sensações da criação?
noites inconsequentes não são nada mais que noites inconsequentes, oh por favor
me dê um drama!
É por isso que eu vou festejar
o já vivido, o sonhado e principalmente o inesperado
saia já e corra daqui com suas presivibilidades nauseantes



 

gabi bonne

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